sábado, 31 de outubro de 2009

O real Problema das drogas

O presidente Lula mostrou nesta segunda, 19, ou má vontade ou desconhecimento ao expressar sua opinião sobre a legalização das drogas. "Eu, sinceramente, não acredito que a legalização das drogas vai resolver o problema do consumo. Não acredito", disse o presidente, conforme a Agência Estado. Quem falou em consumo, cara pálida? Os defensores da legalização das drogas alegam que a medida ajuda e muito na solução do problema do tráfico, o mesmo que acaba de derrubar um helicóptero da PM no Rio, matando dois policiais. Por acaso são os consumidores de drogas que derrubam helicópteros, matam, se armam com arsenais de guerra? Ou os traficantes?
Na continuação de sua fala, Lula declarou: "precisamos evitar que as pessoas consumam (...) Cada dia temos a sensação de que é uma causa perdida, mas não podemos desanimar". Ora, um lampejo consciência, é sim uma causa totalmente perdida, presidente. Se as pessoas vão continuar consumindo, independente da vontade do líder da nação, como acabar com o tráfico ilegal de entorpecentes, em especial da cocaína, cuja disputa pelo controle instaura o terror na vida da população, como neste caso do RJ? Ora, se nos livrarmos das amarras dos preconceitos, veremos que um bom caminho é a legalização, que nem o álcool, o cigarro, pois se não é possível acabar com o consumo, sempre vai haver alguém vendendo e ganhando muito dinheiro com isso. Por que só esses dois tipos de drogas (fora as de farmácia) podem gerar emprego formal, renda e impostos e os outros não? O álcool não é permitido para o uso recreativo? Lula e o Congresso inteiro não dão risadas tomando seu whiskynho? Por que a mesma regra não pode ser aplicada a muitas drogas, como a maconha, por exemplo?
A declaração do presidente Lula é a típica atitude de "tapar o sol com a peneira", em vez de procurar caminhos para uma política verdadeiramente eficiente em relação às drogas. É preciso refletir sobre o real problema dentro da questão. De forma alguma a legalização se associa com a apologia. Defendo que caso acontecesse, fosse acompanhada de um rígido controle para que não houvesse publicidade das substâncias liberadas, como é fortíssimo com o álcool e o tabaco, induzindo até crianças a experimentarem precocemente.
A edição que saiu este mês do Le Monde Diplomatique Brasil destaca o assunto na capa. Traz vários artigos, inclusive um intitulado "10 razões para legalizar as drogas", do comandante John Grieve, da Unidade de Inteligência Criminal da Scotland Yard britânica. Os argumentos de Grieve são fortes: "A maioria da violência associada com o negócio ilegal da droga é causada por sua ilegalidade. A legalização permitiria regular o mercado e determinar um preço muito mais baixo, acabando com a necessidade dos usuários de roubar para conseguir dinheiro. (...) Por causa do preço baixo, os fumantes de cigarro não têm que roubar para manter seu hábito. (...) Um mundo de desinformação sobre drogas e uso de drogas é engendrado pelos ignorantes e preconceituosos burocratas da política e por alguns [no Brasil é maioria] meios de comunicação que vendem mitos e mentiras para benefício próprio".
O final do artigo é um xeque-mate: "Não existe nenhuma evidência para mostrar que a proibição esteja resolvendo o problema. A pergunta que devemos nos fazer é: Quais são os benefícios de criminalizar qualquer droga? Se após analisarmos todas as evidências disponíveis concluirmos que os males superam os benefícios, então temos de procurar uma política alternativa. A legalização não é a cura para tudo, mas nos permite encarar os problemas criados pela proibição. É chegada a hora de uma política pragmática e eficaz sobre drogas".

Espiral de violencia - Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro continua sendo o território da beleza e do caos. Maravilha de cenário onde se desenrola, dia após dia, o espetáculo lutuoso da mais brutal violência social. Os jornais de hoje, 21/10, estampam na primeira página uma fotografia aterrorizante. O cadáver de um homem, aparentemente jovem, abandonado ao esplendoroso sol da primavera carioca. Está lá, enrolado e espremido naqueles carrinhos de compra de supermercado, que se inclinou a quase tombar junto ao meio fio da calçada, perfurado por balas de grosso calibre e com marcas de tortura, em plena Vila Isabel de Noel Rosa.

No momento da foto, aparecem crianças trajadas com uniforme escolar, adolescentes e jovens vestidos com as bermudas e camisetas do trivial diário. Alguns observam com olhar de espanto, como quem contempla o destino que pode lhe estar reservado. Outros passam indiferentes, talvez habituados ou brutalizados pela sequência de choques continuados. O poste em frente ao cadáver também não exibe a inclinação correta, está torto. Colado nele se vê um cartaz, "Cruzada Milagrosa", na certa o reclame religioso de algum paraíso afastado do nosso vale de lágrimas. São flashes indicativos de que, além do samba, a prontidão e outras bossas, a banalização da violência já se incorporou definitivamente entre as "coisas nossas".

Uma tragédia para a população, principalmente para a que vive nos guetos da pobreza, sempre emparedada entre a covardia dos tiranetes do crime organizado e a truculência do aparato policial do Estado. Entre a cruz e a caldeirinha, o único lugar reservado ao cidadão na escalada da violência é a condição de vítima potencial. É o que se observa nos acontecimentos posteriores ao entrevero do último fim de semana no Morro dos Macacos. A derrubada do helicóptero da PM, por exemplo, foi definida pelo Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, como um marco de travessia: "o 11 de setembro carioca". Ou seja, a ordem de choque vai produzir mais um giro na escalada ensandecida.

Os governantes - presidente, governador, prefeito - ainda não descobriram que a morte não acaba nada, mesmo quando se organiza em poderosos esquadrões oficiais. Os estudiosos sérios estão cansados de alertar: o caminho é outro. O narcotráfico e o crime organizado, todos sabem, possuem tentáculos na ponta do varejo, mas o cérebro que comanda o "movimento" está em outro lugar. Até as pedras da rua sabem que, quando essa gente de colarinho branco "dançar", os tiranetes na ponta do varejo ficarão sem as armas modernas e sem a matéria prima que alimenta o comércio cruel e "brilha" nas festas das altas rodas.

Ao final da última década do século passado, em 1999, uma CPI no Congresso Nacional produziu uma investigação séria sobre a questão e seus resultados até hoje, dez anos depois, ainda dormem do esquecimento. O relatório final da Comissão afirmava que, na época, os esquemas do crime organizado lavavam no Brasil, anualmente, 50 bilhões de dólares. E o relator concluía com ênfase: "sem o olhar complacente de instituições financeiras e de governos não seria possível lavar tanto dinheiro sujo". Qualquer polícia inteligente de governo sério começaria por tal ponto o combate efetivo ao narcotráfico e seu corolário de violência.

A criação de uma câmara de repressão ao crime organizado, que além das polícias envolvesse o Ministério Público, o Judiciário e a Receita, está entre sugestões do relatório final da CPI das milícias, apresentado pelo Deputado Marcelo Freixo, do PSOL. Razões misteriosas impedem que tal linha de combate, recomendada por estudiosos sérios do problema, prevaleça no cerne dos governos. A linha da truculência é uma escolha política. Livra a cara dos barões da droga, preserva a malha de cumplicidades que contamina os diferentes aparatos do poder e pode até, no quadro de pânico geral, render popularidade ao governante que ostenta a truculência como se fora firmeza. Ao mesmo tempo em que faz crescer a espiral da violência.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Viatura policial de Quixelô esta Quebrada

É isso mesmo o governo do Estado do Ceará já investiu mais de 10 milhões em Segurança Pública, mas parece que esse recurso não chegou no Quixelô, apesar do Governador Cid Gomes dizer que em seu governo a segurança é prioridade, isso não é a realidade de nosso município pois já faz uns 12 dias que viatura do destacamento local esta quebrada e não foi consertada ainda e nem temos previsões, a prefeitura alugou um veículo particular pra ser usado pela policia local para que os mesmo façam as diligencias. Hilux para as cidades grandes e sucatas para as cidades pequenas, ronda do quarteirão para as cidades de grande porte, falta de efetivo policial nas cidades de pequeno porte, nunca vi um governo excluir tanto as cidades de pequeno porte como o Governo Cid Gomes, o Estado aqui se faz presente na maioria das vezes através da CPRV e DETRAN, mas para multar os condutores de veículos, eu não tenho nada contra, sou a favor da legalidade, mas é preciso que o Governo do Estado deixe de administrar para as grandes cidades e passe a administrar o Ceará como todo, afinal todos nós pagamos impostos e temo direito a saúde, educação, segurança, estradas de qualidades e tudo aquilo que a constituição nos assegura para termos uma vida digna. Só um lembrete em 2002 o governador Lúcio Alcântara venceu o candidato José Airton por uma diferença de pouco mais de 3.000(três mil) votos, se o governador acha que pra se reeleger só precisa dos votos das cidades de grande e médio porte, pode ter uma surpresa nas eleições 2010, esta perto de julgarmos nas urnas as ações da atual administração estadual, é, nós temos uma arma forte em nossas mãos que voto, temos que saber usar bem essa arma em 2010.

OGLOBO: CONSTRUÇÃO DE CASAS POPULARES NÃO SAI DO PAPEL NO CEARÁ

O Estado do Ceará é destaque na edição desta sexta,30, no jornal O Globo, revelando que a Caixa Econômica Federal não tem assinado contratos para a construção de casas populares no programa Minha Casa, Minha Vida no Estado. O Ceará está na vigésima quinta colocação no ranking dos estados só conseguindo ter um desempenho melhor do que Roraima e Rondônia.A Caixa Econômica admite que a implantação desse projeto prioritário do governo do presidente Lula não está no ritmo desejado.

A Caixa Econômica Federal no Ceará, através do gerente regional Adalffan Barreto, alega problemas burocráticos para passar seis meses desde o lançamento desse projeto que mesmo lançado não saiu do papel.Barreto explicou que houve atraso na execução do programa no Ceará. O Sinduscon - Sindicato da Construção Civil responsabiliza a Cagece e o Corpo de Bombeiros pelo atraso. A Secretaria das Cidades se manifestou em defesa da Cagece declarando que a empresa de água do Ceará não pode ser responsabilizada sozinho. Leia mais sobre esse assunto no jornal O Globo

Secretaria de Cultura de Quixelô realiza A I CONFERENCIA MUNICIPAL DE CULTURA

Neste dia 30 de outubro aconteu a I conferencia municipal de cultura de Quixelô, estiveram presentes mais 80 pessoas, o evento contou com representação dos orgãos governamentais e não governamentais, a sociedade civil esteve representada pelos artistas de circos, sanfoneiros, grupos de teatro, grupos de danças, poetas e poetisas, associações culturais, artesões, artistas plásticos entre outros. Foram aprovodas proposta de nivelMunicipal, Estadual e Federal, as propostas de nivel municipal servirão como subsido para o plano municipal de Cultura que deverá ser criado em breve, as demais propostas irão pra conferencia estadual e consequentimente para a conferencia nacional. O evento com a Participação do Prefeito Municipal Gilson Macho, do vice Prefeito José Simão, do presidente da Câmara Joaquim Alves Neto e do vereador Vagner Vieira. O palestante, foi O secretário de Cultura de Assaré Marcos Salmo que também é o presidente do Dicultura associação dos gestores municipais de cultura do Ceara.

COHAB/ Quixelô Goleia equipe de Iguatu 5x 2

Em jogo válido pela segunda rodada do compeonato de futsal de Iguatu a equipe do E C COHAB de Quixelô venceu facil a equipe dos craques do futuro de Iguatu pelo placar de 5 x 2, com o resultado a equipe da COHAB/Quixelô se classificou em 1º lugar no grupo com 06 pontos 100% de aproveitamento, a equipe ainda tem o melhor ataque com 15 gols e a melhor defesa, só tomou gol na competição, o E C COHAB vai esperar o seu adversário que sairá do confronte entre Vasco de Iguatu e Viúva do Cal de Icó, quem sair perdedor nesse jogo enfrentára o E C COHAB na fase semifinal do 1º turno.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

ADAHIL BARRETO QUER PERDÃO PARA DÍVIDAS DE MOTOQUEIROS DO INTERIOR DO CE

O deputado estadual Adahil Barreto apresentou uma emenda ao projeto de Refis do Governo Cid Gomes que tramita na Assembleia do Ceará propondo o perdão de todas as multas leves e médias, principalmente dos motoqueirs que usam a moto como meio de sobrevivência no interior do Estado. Barreto protestou alegando que o líder do Governo, deputado Nélson Martins é contrário a sua proposta de perdão. Leia mais sobre esse assunto em matéria da Assessoria de Comunicação da Assembleia do Ceará:

Adahil Barreto defende emendas de sua autoria ao projeto do Refis



O deputado Adahil Barreto (PR) defendeu, em pronunciamento feito na sessão desta terça-feira (27/10), duas emendas de sua autoria em relação ao projeto de lei do Governo do Estado que estabelece um programa de refinanciamento de dívidas (Refis). O deputado lamentou que as matérias tenham recebido parecer contrário na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do relator da matéria, deputado Nelson Martins (PT).


Adahil criticou o fato de Nelson ter afirmado que sua emenda acabava com o Refis. “Não aceito essa increpação. Minhas emendas são responsáveis”, afirmou. A primeira proposta de Adahil propõe que o Governo ao invés de perdoar as dívidas de forma indiscriminada de 1994 para trás, como está definido no art. 2º, analise caso a caso, para evitar que os maus pagadores sejam premiados, em detrimento daqueles que se esforçaram para pagar suas dívidas e acertar sua situação com o fisco estadual.


Adahil Barreto ressaltou que o perdão indiscriminado das dívidas vai contra as determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal e do Código Tributário Nacional. O Código impõe critérios para que haja o perdão, como a situação econômica do devedor e o valor da dívida. “Aquele que realmente não pode pagar estamos ao lado dele, mas aqueles que não pagaram porque preferiram gastar os recursos em viagens, em turismo, em prejuízo daqueles que se esforçaram, que muitas vezes venderam patrimônio para ficar com a regularidade fiscal, esses vão ser prejudicados, enquanto os que não pagaram porque não quiseram serão premiados”, criticou.


A segunda emenda apresentada por Adahil defende que sejam perdoadas também as dívidas relativas a multas leves e médias de trânsito, daqueles que têm o veículo como único meio de sustento. Ele citou o caso dos motoqueiros do interior do estado, que muitas vezes compram a moto para trabalhar, mas não têm dinheiro sequer para pagar o licenciamento e são multados por isso, ficando sem seu instrumento de trabalho. “Muitas vezes o valor das multas impostas pela CPRV são maiores do que o valor dos veículos”, informou.

utro assunto tratado por Adahil, em seu pronunciamento, foi com relação à convocação dos aprovados no último concurso da Polícia Militar, que selecionou policiais para o Ronda do Quarteirão. Segundo ele, o Governo estava argumentando que não poderia nomear os concursados remanescentes em razão de um impedimento do Tribunal de Contas da União (TCU).

No entanto, o deputado apresentou uma certidão do TCU informando que não há nenhuma posição do TCU com relação ao concurso da polícia realizado pelo Governo do Estado. “Essa certidão fala por si própria. Não sei o que o Governo vai arguir agora para não chamar esses profissionais”, afirmou, defendendo que o governador Cid está na obrigação de solucionar essa questão. “Não tem mais desculpa para que o Governo não faça as convocações e nomeações”, disse.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social

comunicacao@al.ce.gov.br

domingo, 25 de outubro de 2009

PSDB FARÁ OPOSIÇÃO AO GOVERNO CID E ANUNCIA TASSO CANDIDATO A GOVERNADOR


Por: Donizete Arruda

"Acabou a fase de ambiguidades no PSDB. O PSDB agora é um partido de oposição( ao Governo Cid Gomes)". A forte declaração é do novo presidente regional do PSDB, Marco Penaforte, e foi pronunciada hoje no início da tarde na convenção tucana na Assembleia Legislativa. Penaforte também aproveitou a ocasião para anunciar que o senador Tasso Jereissati pode ser candidato a governador do Ceará nas eleições do ano que vem.

Com críticas ao Governo Cid Gomes, o PSDB faz uma inflexão em sua política de atuação. Ao discursar, o senador Tasso Jereissati anunciou que seguirá a linha política( com forte tom oposicionista ao Governo Cid) do presidente regional Marco Penaforte. Surpreendendo a todos os deputados estaduais e federais presentes ao encontro estadual do PSDB, Tasso Jereissati revelou: " o ex-presidente Carlos Matos comandou o PSDB em um período e agora vivemos um nova época que é do Marco Penaforte. E o que ele diz eu vou seguir".

Assim, o PSDB se prepara para lançar a candidatura do senador Tasso Jereissati, afinal o novo presidente Marco Penaforte antecipou que "é hora do PSDB marcar espaço, do PSDB ter candidato ao Governo, de ser oposição, porque Tasso Jereissati pode ser o nosso candidato a governador." Esse trecho de seu discurso foi interrompido em meio a aplausos e gritos entusiasmados da militância tucana.

Essa reviravolta do PSDB cearense é o fato novo na sucessão estadual. O governador Cid Gomes já tem a oposição do prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, do PR, e do vereador João Alfredo, do PSOL. Agora, os tucanos entram na corrida eleitoral com seu principal trunfo, o senador Tasso Jereissati, que admitiu enfrentar nas urnas o governador Cid Gomes.

Guerra e prémios da paz


O prémio Nobel da paz Henry Kissinger (à direita) com Richard Nixon. Foto: AP
O prémio Nobel da paz Henry
Kissinger (à direita) com Richard
Nixon. (Foto: AP)
A desanimadora atribuição do prémio Nobel coloca Barack Obama na lista dos seus vencedores que prometeram a paz, mas prosseguiram a guerra

Fiquei consternado quando soube que Barack Obama recebeu o prémio Nobel da Paz. Um choque, realmente, pensar que um presidente que leva a cabo duas guerras receberia um prémio da paz. Até que me lembrei que Woodrow Wilson, Theodore Roosevelt e Henry Kissinger tinham, todos, recebido prémios Nobel da Paz. O comité Nobel é famoso pelas suas avaliações superficiais, por se deixar conquistar pela retórica e por gestos vazios, e ignorar óbvias violações da paz mundial.

Sim, Wilson recebe crédito pela Liga das Nações - esse corpo ineficiente que não fez nada para prevenir a guerra. Mas ele tinha bombardeado a costa mexicana, enviado tropas para ocupar o Haiti e a República Dominicana, e levado os EUA para o matadouro da Primeira Guerra Mundial na Europa, seguramente entre as mais estúpidas e mortíferas guerras.

Certo, Theodore Roosevelt negociou a paz entre o Japão e a Rússia. Mas era um amante da guerra, que participou da conquista de Cuba pelos EUA, fingindo libertá-la da Espanha, enquanto apertava os grilhões estadunidenses sobre essa pequena ilha. E, como presidente, presidiu à guerra sangrenta para subjugar os filipinos, felicitando mesmo um general estadunidenses que tinha acabado de massacrar 600 aldeões indefesos nas Filipinas. O comité não deu o prémio Nobel a Mark Twain, que denunciou Roosevelt e que criticou a guerra, nem a William James, dirigente da liga anti-imperialista.

Ah! sim, o comité achou apropriado dar um prémio da paz a Henry Kissinger, porque ele assinou o acordo final que pôs fim à guerra do Vietname, da qual fora um dos arquitetos. Kissinger, que acompanhou obsequiosamente a expansão da guerra de Nixon com o bombardeamento de aldeias camponesas no Vietname, no Laos e no Camboja. Kissinger, que se coaduna perfeitamente com a definição do criminoso de guerra, teve um prémio da paz!

As pessoas deveriam receber um prémio da paz não com base em promessas que tenham feito - tal como Obama, um eloquente fazedor de promessas -, mas com base em feitos reais no sentido de acabar com a guerra; e Obama tem prosseguido as acções militares mortíferas e desumanas no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão.

O comité Nobel da paz deveria retirar-se e entregar os seus enormes fundos a alguma organização internacional da paz que não seja assombrada pelo estrelato e pela retórica, e que tenha alguma compreensão da história.


O TEMPO NÃO PARA

Paulo Passarinho
Paulo Passarinho
Em meu último artigo aqui publicado, A Ruptura Necessária, lembrei que, em decorrência da vitória do projeto liberal em nosso país, abandonamos a idéia de um projeto próprio de desenvolvimento - baseado nas nossas próprias necessidades, carências e potencialidades - e abrimos mão do objetivo de universalizar serviços públicos de alta qualidade para todo o nosso povo.

Fui questionado sobre como romper com o processo que nos amarra ao modelo liberal-periférico. Esse modelo aposta na inserção subalterna do Brasil no processo de globalização e, ao nos induzir à integração financeira e produtiva, nos retira instrumentos essenciais ao planejamento de nosso futuro, particularmente nas esferas relativas às políticas monetária, cambial e fiscal.

O Real nesse momento, por exemplo, volta a sofrer uma violenta valorização frente ao dólar, resultado da abertura financeira que removeu mecanismos elementares de proteção cambial. A distorção da entrada de dólares, em busca de rápida valorização em bolsa ou em títulos da dívida pública, contribui para a continuidade da assombrosa elevação do endividamento público em títulos, resultante, entre outras, da necessidade de se esterilizar permanentemente o volume em excesso de reais, que a enxurrada de dólares provoca na base monetária.

A valorização do Real - além de afetar exportações e estimular importações - acaba, assim, por deixar as suas conseqüências na esfera fiscal. O orçamento público é sacrificado pela pesada despesa que o pagamento de juros e amortizações gera. O permanente e importante trabalho da Auditoria Cidadã da Dívida (www.divida-auditoriacidada.org.br) nos mostra que, no exercício de 2008, mais de trinta por cento do Orçamento da União ficaram comprometidos com as despesas com o serviço da dívida, enquanto que os gastos com Saúde, Educação, Organização Agrária, Saneamento, Habitação, Transporte e Assistência Social ficaram com menos de doze por cento.

Essa é a razão de fundo que leva com que a opção macroeconômica liberal implique renunciar às políticas públicas de caráter universal, impondo a chamada focalização como estratégia de minimização das distorções sociais. Os serviços públicos vão paulatinamente se voltando exclusivamente aos mais pobres - ao mesmo tempo em que se degradam -, enquanto àqueles que possuem um mínimo de renda disponível, o modelo prevê que necessidades básicas como a saúde, a educação, os transportes ou a previdência sejam atendidas por serviços privados, e altamente custosos.

O rompimento com um modelo dessa natureza depende essencialmente da política e da capacidade de se construir uma ampla aliança de setores sociais que - unificados em torno de objetivos comuns - queiram de fato construir uma alternativa.

A experiência que foi protagonizada pelo PT e levou Lula ao governo fracassou. Em nome de uma concepção oportunista e covarde de governabilidade, fez-se a opção por não se alterar o essencial desse modelo - a política macroeconômica e a focalização das políticas sociais. Ao mesmo tempo, introduziu-se no modelo a ampliação do atendimento emergencial aos miseráveis, efetivou-se uma política de ganhos reais ao salário mínimo e se expandiram mecanismos de crédito, inclusive aos setores populares, com altíssimos custos financeiros.

A combinação dessa opção com o boom do comércio internacional, especialmente no mercado de commodities agrícolas e minerais, permitiu ao país crescer e respirar com um pouco mais de alívio. Crescemos muito abaixo do que a esmagadora maioria dos países, mas, em relação à nossa própria história recente, o período entre 2004 e 2008 mostrou efeitos na geração de empregos e de renda que não se viam há muito tempo. As consequências políticas e eleitorais desses resultados são evidentes e isso ajuda a consolidar o caminho adotado pela maior parte da esquerda ao seguir Lula.

Contudo isso nos produz uma fratura de difícil recuperação. Os setores de esquerda que se opuseram às opções do governo Lula e procuram resistir não se mostraram - até agora - capazes de produzir uma polarização política que afete a unidade do bloco lulista.

Pensar formalmente a articulação de um programa de reformas que altere a política macroeconômica - em prol de uma perspectiva de reversão do processo acelerado de desnacionalização do nosso parque produtivo -, recupere a bandeira da universalização dos serviços públicos, e enfrente a exigência histórica da reforma agrária e da mudança do modelo agrícola não é a maior dificuldade.

O enorme obstáculo que temos à frente é a rearticulação de um pólo de esquerda na sociedade com capacidade de mobilização, organização e unidade para enfrentar a nova hegemonia conservadora que se fortaleceu, com a guinada político-ideológica do PT e de seus aliados.

De alguma forma, os vinte anos de acúmulo que, do início dos oitenta ao começo do século XXI, nos levaram à vitória de Lula, nos empurraram também à metamorfose do bloco que dirigiu a resistência ao neoliberalismo, mas a ele acabou por se subordinar.

A sociedade brasileira encontra-se fraturada, violentada, desamparada e insegura. Os problemas são gritantes, mas a alienação popular e a incapacidade intelectual de respostas à altura da gravidade da situação dominam o cenário.

O carisma popular de Lula e a ofensiva mediática que impõe uma visão otimista da realidade e das opções políticas que vêm sendo assumidas pelo país produzem uma espécie de anestesia geral.

Dar a volta por cima, recuperar a ofensiva política, construir uma aliança programática entre os que resistem são tarefas que não se resolverão de uma forma fácil. Poucas vezes na história se observa fenômenos de transformismo ideológico e político como o que ocorreu entre nós.

Ao mesmo tempo, os desafios que estão colocados à nossa frente são gigantescos. Somos um país continental, riquíssimo, extremamente desigual e com mais de 190 milhões de brasileiros. E os problemas são cada vez mais complexos e gritantes.

Dessa realidade se forjarão as condições para a retomada de uma luta que arrefeceu, mas continua em curso.

A vida exige, as circunstâncias provocam a ação humana e o tempo não pára.

Paulo Passarinho é economista e presidente do CORECON-RJ

Acidente de Moto Em Quixelô

Hoje por Volta das 04:00 horas da manhã foi vítima de acidente de moto o adolescente Ronilson, conhecido como Rone, o referido adolescente estava piltotando uma moto CG 125 trafegando no sentido Gaspar - Quixelô, o acidente aconteceu na passagem molhada do açude Leandro no Sítio Mulungu a 20 Km da sede do Município, o referido adolescente foi encontado e socorrido por populares, o mesmo estava desacordado e irreconecível, o Hospital Muncipal de Quixelô encaminhou-o para o Hospital Rgional de Iguatu de onde foi para o hospital de Barbalha. o Estado de Saúde do mesmo é grave, pois sofreu uma pancada muito forte na cabeça.

sábado, 24 de outubro de 2009

Liga de Futebol Amador Quixeloense realizou forum de debates em Quixelô

A Liga de Futebol Amador Quixeloense - LIFAQUI, realizou nesse sabado dia 24 de outubro um forum de debates com os dirigentes de Equipes de futebol, atletas e os orgãos governamentais do Município, além de atletas e dirigentes estiveram presentes o vice-Prefeito José Simão da Silva o Vereador Vagner Vieira, que também faz parte da diretoria da LIFAQUI, e o vereador Samuel Araújo. Os trabalhos foram coordenados pelos dirigentes da Liga Wagner Vieira, Luiz Gomes Tavares e Ailton Fernandes que é o atual presidente da Liga e esta respondendo pela Secretaria Ajunra da Cultura Turismo e Desporto do Município de QuixLô, entre as decisões tomadas ficou acertado que cada Equipe de futebol pagara uma mensalidade de R$15,00, outro assunto debatido foi a Edição 2009 dos Jogos Abertos do Interior, onde a liga esta levando futebol de campo em parceria com a Secretaria da Cultura e Espotes do Muncípio, ficando definido os dias 27,29,30 de outubro para a realização uma peneira com os atletas pré convocados, serão selecionados 18 atletas, que irão compor a seleção de futebol de campo de Quixelô. Ficou acertado tambám a data de 05 de Dezembro para a realização de uma assembleia geral para elaboração do plano de esportes da LIFAQUI para 2010.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Rio investiu só 24% da verba prevista para segurança

O governo do Estado do Rio não consegue realizar os investimentos previstos nos orçamentos para a segurança pública - que reúne ações para as Polícias Militar e Civil, bombeiros e sistema penitenciário, entre outros. Dados do Sistema de Informações Gerenciais (SIG) da Secretaria de Estado de Fazenda mostram que, em 2009, dos R$ 421 milhões de dotação inicial para o setor, o Estado só liquidou R$ 102,1 milhões até ontem - 24,2% do total.
Nos três anos da administração Sérgio Cabral, o total previsto em investimentos para segurança pública chegava a R$ 804.818.112, segundo o SIG. Até ontem, a realização dessas ações consumiu apenas R$ 316.102.753,36 - ou 39,2% do total de dotações.
Os dados do SIG mostram ainda que os investimentos ficaram abaixo do esperado mesmo quando o Estado arrecadou mais do que previa. O orçamento do ano passado projetava que o total de receitas somaria R$ 39,87 bilhões. No fim do ano, verificou-se que esse número ficou em R$ 43,01 bilhões. Mesmo arrecadando R$ 3,14 bilhões a mais, os investimentos na rubrica segurança pública ficaram bem abaixo do que constava no orçamento inicial. A dotação era de R$ 254,2 milhões, mas o investimento somou R$ 157,7 milhões (62%).
A Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que não comentaria como os investimentos abaixo do previsto afetam o setor. O órgão informou que, para 2009, seu orçamento para despesas de capital soma R$ 279 milhões e foram gastos até agora R$ 125 milhões. Segundo a pasta, questões judiciais e convênios que ainda não foram cumpridos impediram a realização de porcentagem maior do que se previa inicialmente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A insegurança continua em Quixelô

Neste dia 19 de outubro em plena luz do dia, mais precisamente as 09:40 da manhã dois homens armados de revolveres, adentram no sala onde esta estalando um Caixa da Caixa Econômica Federal, conhecido por caixa Aqui, praticaram um assalto levando consigo todo o dinheiro do Caixa deixando centenas de pessoas aterrorizadas, pois os mesmos praticaram disparos contra os portões no chão e ainda saíram atirando no meio da rua, fugindo numa XLR de cor branca, pessoas passaram mal e tiveram que ser encaminhados para o hospital municipal, alguns minutos depois o destacamento policial saiu em diligencias no intuito de prender os infratores, mas quando a viatura passou por cima da tampa de um pv, esta fora do nível da rua, quebrou o cart, ficando sem condições de uso, os policiais ainda pegaram a moto de um popular para tentar encontrar os indivíduos mais não obtiveram êxito. Infelizmente o nosso destacamento trabalha com muitas dificuldades, um efetivo pequeno e um transporte precário. Mas quando o Governo do Estado quer demonstrar força vem aqui com muitos equipamentos, Hilux, topic´s um grande efetivo, mais isso só tem acontecido quando do período das blitz, tudo isso era pra ser permanente, carros com condições de perseguir bandidos, motos, um bom número de efetivo, porque se tem gente e transportes pra realizar blitz porque não tem pra ir atrás dos bandidos . O honda do quarteirão é um excelente programa de governa, já tive contato com os policias e realmente é uma outra forma de abordagem é uma espécie de policia preventiva, porém só algumas cidade com mais de 50 mil habitantes podem contar com esse benefício, então cidades como Quixelô e dezenas de outras cidade que tem número de habitantes inferior a 50 mil ficam a mercê da sorte. Eu sei que difícil para o governo do Estado manter o honda do Quarteirão em todas as cidades, mas nessas cidades de pequeno porte deveria um outro programa que aumentasse o número de policiais e colocassem veículos novos. Não adianta também encher as ruas de policiais se não houver uma Política Social que diminua a exclusão, que gere emprego der condições de vida digna aos cidadãos Cearenses.

LIFAQUI. promoverá forum de esporte neste dia 24 de outubro

Neste dia 24 de outubro a Liga de Futebol Amador Quixeloense - LIFAQUI, promoverá o I Forum Municpal de Esportes, pra esse evento estão sendo convidados dirigentes de todas as equipes de Futebol do Município de Quixelô. Neste fórum será debatido entre outros assuntos a taxa de adesão e mensalidades que as equipes pagarão pra Liga, o agendamento de data para discursão e elaboração do plano de esporte da liga para o ano de 2010 e a participação de Quixelô nos Jogos Abertos do Interior Edição 2009

domingo, 11 de outubro de 2009

E. C. COHAB/ Quixelô goleia Barcelona/ Iguatu por 10 x 0

A equipe do E C COHAB/ Quixelô aplicou a maior goleada do III campeonato de Iguatu até o momento 10 x 0 sobre o Barcelona / Iguatu, e assumiu a liderança da Chave A com 3 pontos ganhos e 10 gols de saldos, seguido pelo Craques do Futuro que também tem 03 pontos mas 02 gols a menos. no proximo dia 29 de outubro essas equipes se encontram desse jogo sairá o primeiro e o segundo colocado da Chave, a equipe do E C COHAB joga pelo empate para garantir o primeiro lugar.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

pouca vergonha!!!! Fim do 13º já foi aprovado na Câmara


Enquanto a gente se distrai com estas CPIs o Congresso continua votando outros assuntos de nosso interesse e a gente nem percebe... vejam essa: Fim do 13º já foi aprovado na Câmara (PFL, PMDB, PPB, PPS, PSDB) Para conhecimento,O fim do 13º salário já foi aprovado na Câmara para alteração do art. 618 da CLT.Já foi aprovado na Câmara e encaminhado para o Senado. Provavelmente será votado após as eleições, é claro... A maioria dos deputados federais que estão neste momento tentando aprovar no Senado o Fim do 13º salário, inclusive da Licença Maternidade e Férias (pagas em 10 vezes) são do PFL e PSDB. As próprias mordomias e as vergonhosas ajudas de custo de todo tipo que recebem, eles não cortam. Conheça a cara dos safados que votaram a favor deste Projeto em todo Brasil. Por favor, repassem para o maior número de pessoas possíveis, afinal eles são candidatos fortes nas próximas eleições:
1 - INOCÊNCIO OLIVEIRA - PFL
2 - JOEL DE HOLLANDA - PFL
3 - JOSÉ MENDONÇA BEZERRA - PFL
4 - OSVALDO COELHO - PFL
5 - ARMANDO MONTEIRO - PMDB
6 - SALATIEL CARVALHO - PMDB
7 - PEDRO CORRÊA - PPB
8 - RICARDO FIÚZA - PPB
9 - SEVERINO CAVALCANTE - PPB
10- CLEMENTINO COELHO - PPS
11- CARLOS BATATA - PSDB
12- JOÃO COLAÇO - PSDB
13- JOSÉ MÙCIO MONTEIRO - PSDB
DIVULGUEM!!! Agora, enquanto isso, eles distraem a gente com referendos ridículos!!!!!
E, nas votações que realmente importam não nos cabe participar????
Cadê os caras pintadas????
Povo que derruba presidente??????
Gente é hora de acordar antes que seja tarde d+!!!!!!!!!!
NINGUÉM É TÃO FORTE QUANTO TODOS NÓS JUNTOS!!!!!!!!
Divulguem!!! E não fique só reclamando do nosso país!!!