sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Até que enfim prenderam o Rato. E eu, serei processado pela frase?


E o Rato, finalmente, foi para a cadeia. E que bela cadeia, não é verdade? A sede de uma instituição policial não pode e nem deve nunca ser chamda de prisão. Coisas de foro privilegiado. Mas tenho que me manter sereno agora que estou começando este post. Afinal das contas, se a Justiça demora a agir quando o assunto são videos e mais videos de flagrantes de corrupção explícita, na hora de punir um jornalista pelo o que ele escreveu, é rápida. Portanto, vou pegar leve. Aliás, vocês sabem de quem estou falando?

A Justiça neste país é assim mesmo: um clube fechado, pronto para agir na defesa dos interesses da classe dominante, com dois pesos e duas medidas. Não há outra explicação para tanta demora na prisão do Rato, não há justificativa para tamanha postergação, data venia, vossa excelência. Dois meses, quase dois meses para se tomar uma atitude! É o estímulo explícito à roubalheira! Como podem exigir que uma pessoa não leve algo alheio se aquele que deveria dar o exemplo, está refastelado num sofá, dando ordens a seus capaganas para que levem a mala de dinheiro escuso para o carro? FDP!

Fomos feitos de babacas (não há outra palavra). Aliás, com sua prisão assumiu seu vice, outro nome conhecido das páginas político/policiais desde a Era d'Elle...Ou seja: sai o Rato, entra a Rato. E nós continuamos com cara de babacas.

Não, não vou justificar pequenos delitos. Não aceito pequenos delitos, como discursava no passado, com aquele papo esquerdista de que "o-oprimido-da-favela-faz-isso-por-não-ter-perspectiva". Nada disso. Temos de agir com responsabilidade, principalmente nós, da classe média, formadores de opinião. Não devemos aceitar o nivelamento por baixo. Este vagabundo deve ficar preso sim.

Ontem, quinta-feira, entre num bar e pedi um refrigerante zero, cuja marca vou esconder (afinal, não recebi nada para dizer qual refri eu bebo...), enquanto meu filho fazia sua natação. Falei alto, em tom provocativo, enquanto a repórter da GloboNews, direto de Brasília, dava mais detalhes da 'prisão'. "Até que enfim prenderam este vagabundo". Sabem qual foi a primeira reação do senhor que estava a meu lado?

Um doce para quem adivininhar quanto vale a reputação dos nossos nobres senhores doutores advogados...

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