terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Com homenagem à música, 3 escolas são destaque na Sapucaí


RIO - No último dia de apresentações das escolas de samba no Rio de Janeiro, três escolas homenagearam a música brasileira e se destacaram na Marquês de Sapucaí. A Acadêmicos do Grande Rio homenageou os 25 anos do sambódromo em seu samba-enredo Das Arquibancadas ao camarote Nº 1 Um Grande Rio de Emoção Na Apoteose do Seu Coração, a Vila Isabel exaltou o centenário do nascimento de Noel Rosa, um dos maiores ícones da música popular brasileira que completaria 100 anos no mês de dezembro, e a Mangueira trouxe o samba-enredo Mangueira é música do Brasil.

No início da apresentação da Grande Rio, um membro da escola fez um vôo decolando da concentração passando por cima dos primeiros membros da escola e voltou para a frente da Sapucaí, lembrando um dos grandes momentos da escola na história do Carnaval. O carro alegórico "todas as escolas" agradou todos os foliões na passarela do samba, ao levar artistas, músicos e celebridades. A rainha de bateria da Grande Rio, Paola Oliveira, sorriu muito diante dos ritmistas. A ala estava vestida de garis, em homenagem ao gari conhecido como Sorriso, personagem que virou história na Marquês de Sapucaí.

O samba da Vila Isabel, de autoria de Martinho da Vila, retratou trocadilhos com o nome de Noel Rosa, que foram retratados na primeira ala da agremiação, com fantasias que tinham referências natalinas. A paixão do compositor pela boemia foi representada por um carro alegórico com um bar móvel. A harmonia da bateria teve o toque especial da dançarina Gracyanne Barbosa, que estava fantasiada de "noite". A emoção da apresentação ficou por conta do último carro da escola, intitulado "uma outra festa no céu", que retratou a abertura dos portais do céu para uma outra festa de Noel Rosa.

O carro abre-alas da Mangueira, com aproximadamente 65 m de comprimento e decorado com mil m de espelhos, retratou o morro e seus barracos. Além disso, 50 mil flores foram instaladas para decorar o carro que representou o movimento da Tropicália. À frente da bateria, brilhou com a modelo e atriz Renata Santos - capa da revista Playboy do mês de fevereiro. A fantasia da bateria trouxe uma grade de metal que envolveu todos os 250 ritmistas, representando a censura durante a ditadura. O carro abre-alas da verde e rosa teve um princípio de incêndio, mas rapidamente as chamas foram controladas pelo Corpo de Bombeiros. O fogo atingiu o papel picado que estava no chão do carro.

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