quinta-feira, 4 de março de 2010

Venezuela diz que Clinton veio para 'intrigar' e 'dividir'

CARACAS - O governo venezuelano rebateu os comentários realizados no Brasil pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e disse que sua viagem à América Latina tem o objetivo de "intrigar" e "tratar de dividir" os países da região.

- Clinton mostra, com suas intervenções, que está na América Latina para intrigar e tratar de dividir os que trabalham pela união do continente. Trata de criar dúvidas sobre os processos de transformação revolucionária democrática, como o da Venezuela - declarou o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Nicolás Maduro.

- Rejeitamos e repudiamos as declarações (de Clinton) e alertamos nossos irmãos latino-americanos e caribenhos para que fiquem atentos. Temos um continente que caminha para a união e esta viagem, já fracassada, mostra a velha política de Washington - afirmou Maduro.

Nesta quarta-feira, em Brasília, Clinton considerou que o governo da Venezuela gera preocupação porque "está limitando, de forma lenta mas segura, as liberdades", em um processo que afeta tanto os venezuelanos quanto seus vizinhos.

Clinton pediu ao governo da Venezuela que "restaure a plenitude da democracia, a liberdade de imprensa, a propriedade privada e a economia de mercado", e citou como exemplos de sucesso os "modelos" de Brasil e Chile.

Para Maduro, estas declarações mostram que o governo do presidente Barack Obama mantém a mesma posição sobre a América Latina adotada por seu antecessor, George W. Bush.

- Prometeram uma mudança nas relações com a América Latina, mas têm a mesma agenda, e no caso da Venezuela é uma agenda intervencionista - concluiu.

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