quarta-feira, 28 de abril de 2010

Deputado cearense pede vista de projeto Ficha Limpa; votação é adiada

O deputado Vicente Arruda (PR-CE) foi um dos que apoiaram o pedido de vista do proejto, que seria votado nesta quarta-feira, 28, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Outros três parlamentares apoiaram o pedido, que foi feito pelo deputado Régis de Oliveira (PSC-SP)



Deputado Vicente Arruda (PR-CE)
O deputado cearense Vicente Arruda (PR) foi um dos que apoiaram o pedido de vista do projeto Ficha Limpa nesta quarta-feira, 28, o que adiou a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O projeto deveria ser votado nesta quarta-feira, 28, e enviado ao Plenário até a quinta-feira, 29. Além de Vicente Arruda, apoiaram o pedido os deputados Maurício Lessa (PR-AL), Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Ernandes Amorim (PTB-RO). O pedido foi feito pelo parlamentar Régis de Oliveira (PSC-SP).

Os requerimentos dos cinco parlamentares foram feitos após a leitura do parecer do relator, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), que pedia flexibilização no projeto. A intenção do relator era buscar um acordo que possibilitasse a aprovação da proposta ainda hoje pela CCJ.

Com o atraso na CCJ, o projeto poderá ser votado pelo Plenário apenas com o parecer oral do relator, sem a aprovação da comissão.

No início deste mês, os líderes partidários estabeleceram 29 de abril como data-limite para a CCJ aprovar um parecer sobre a proposta. Depois disso, o projeto passará a tramitar em regime de urgência.

Os líderes da oposição (PSDB, DEM e PPS) já assinaram o pedido de urgência, mas ainda não há votos suficientes para aprovar esse regime. Todos os líderes fizeram apelo ao PT e ao PMDB para que também assinem o pedido. O vice-líder do PT José Genoíno (SP) disse que seu partido apoia a medida e assinará o pedido, caso a CCJ não analise o projeto a tempo.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Deputado do castelo é absolvido de mau uso de verba indenizatória

BELO HORIZONTE - O Tribunal de Contas da União absolveu o deputado Edmar Moreira (PR-MG) das acusações de mau uso da verba indenizatória da Câmara. O Ministério Público (MP) tinha pedido a investigação após Moreira justificar a aplicação do dinheiro com notas fiscais de suas próprias empresas de segurança.

O deputado ficou conhecido nacionalmente por ter um castelo em estilo medieval avaliado em R$ 25 milhões no interior de Minas Gerais. O MP pedia a devolução dos recursos recebidos, mas o ministro do TCU, Raimundo Carreiro, avaliou que não existe norma específica que proíba a contratação de serviços de empresas próprias com a verba indenizatória quando comprovada a efetiva realização das tarefas.

Em fevereiro do ano passado, Moreira foi eleito segundo-vice-presidente da Câmara, responsável pela corregedoria, que investiga os colegas da Casa. Após a descoberta do castelo e do uso que dava às verbas indenizatórias ele renunciou do cargo. Em julho de 2009, no entanto, foi absolvido pelo Conselho de Ética da Câmara.

domingo, 18 de abril de 2010

Pedreiro pedófilo conversou com colegas de cela antes de se enforcar

GOIÂNIA - O pedreiro Ademar de Jesus Silva, 40 anos, acusado de matar seis adolescentes entre os dias 30 de dezembro e 22 de janeiro em Luziânia, Goiás, deu uma última versão sobre o crime antes de ser encontrado morto em uma cela da Delegacia de Combate a Narcóticos (Denarc) neste domingo.

Para os 11 presos que estavam na cela ao lado (Ademar estava sozinho na sua), ele manteve a versão de que matou cinco vítimas em troca de R$ 5 mil a pedido do outro jovem, que também foi assassinado porque teria se recusado a pagar o valor prometido.

"Ele disse que o último foi o que deu mais trabalho, porque era alto e forte, e que matou ele porque ele não queria pagar os R$ 5 mil, que disse que não ia pagar nada, que ia é matar ele (o pedreiro) se ele abrisse a boca pra alguém. Aí ele ficou com raiva e matou", disse, em entrevista coletiva, o detento Cláudio Tomaz Costa, 26 anos, que afirma ter conversado com Ademar minutos antes de sua morte.

De acordo com Cláudio, o pedreiro começou a rasgar o tecido que reveste o colchão na tarde de sábado, por volta das 17h. "A gente perguntou o que ele estava fazendo, se ele ia se matar com aquilo, mas ele disse que não, que estava querendo diminuir o lençol que estava grande demais. Aí a gente deixou quieto", disse.

Ademar teria acordado normalmente neste domingo, por volta das 8h, almoçado às 11h30 e, logo em seguida, começado a falar sobre os crimes com os outros presos.

O pedreiro também teria pedido para os presos lerem o jornal em voz alta. Queria saber o que tinha sido publicado sobre o caso de Luziânia. "A gente perguntou se ele tinha matado a esposa dele, porque tava nos jornais que ele tava sendo investigado por isso, e ele disse que não, que a mulher era macumbeira e que tinha jogado uns exus nele, por isso que ele ouvia vozes", disse Cláudio.

Por fim, o suspeito teria perguntado aos outros detentos se eles imaginavam quantos anos iria pegar de cadeia pelos crimes cometidos. "A gente disse que não sabia, mas que ia ser muito tempo, né? Foram seis mortes. Mas que no Brasil só se ficava na cadeia no máximo 30 anos. Ele não disse nada", afirmou o detento.

A última coisa que o pedreiro teria falado foi que iria tomar banho, por volta do meio-dia. Cada cela tem um cano alto por onde sai água para o banho. Ele teria ligado a torneira, que fica do lado de fora da cela; basta esticar a mão por fora das grades. "A gente não ouviu quando ele se matou porque tinha o barulho da água. Foi uns 10 minutos. A gente aí pediu para ele desligar o chuveiro, por causa do barulho e ele não respondia. Foi aí que a gente chamou os agentes e viram ele morto", disse Cláudio.

O corpo foi encontrado pelos agentes às 12h40. Na delegacia, além de Ademar e dos 11 presos, havia mais dois agentes. Segundo a polícia, ninguém teve acesso a cela de Ademar naquele dia, apenas o funcionário responsável pelas marmitas dos presos.

"Ele até pode ter visto o colchão detonado, mas o colchão já estava detonado antes. E o Ademar pode ter escondido a trança embaixo, não tinha como desconfiar de nada, porque o Ademar estava muito tranquilo a semana toda", disse a delegada Renata Cheim, titular da Denarc.

Botafogo vence Flamengo 2x 1 e éCampeão Arrastão. Com provocação e 'Rebolation', jogadores comandam festa em General Severiano

Após cantoria na sede, elenco e torcedores celebram juntos em churrascaria a conquista do Carioca após vitória sobre o Flamengo

Gustavo Rotstein e Thiago Lavinas Rio de Janeiro

Loco Abreu filma a festa da torcida

Cercado por centenas de torcedores na chegada à sede de General Severiano, o ônibus da delegação do Botafogo exibia um cartaz com a pergunta: “Cadê o Império do Amor”. A provocação à dupla de ataque do Flamengo deu o tom da comemoração do título estadual do Botafogo, na noite deste domingo, após vitória por 2 a 1 sobre o rival. A sede do clube lotou para receber os heróis, que não perderam a oportunidade de ironizar os adversários.

- Essa música todo mundo gosta. Ela é mais ou menos assim: Cadê o Império do Amor - gritou Caio, de microfone em punho, da sacada da sede de General Severiano.

Convocado a dar sua palavra aos torcedores, Loco Abreu reproduziu o hit que sintetizou sua rápida adaptação ao Brasil e à cultura nacional:

- Rebolation – iniciou o atacante, com câmera de filmar nas mãos, para logo depois ser acompanhado pela multidão.

O presidente Maurício Assumpção, os laterais Gabriel e Marcelo Cordeiro puxaram coros das arquibancadas. Leandro Guerreiro e Lucio Flavio, alguns dos mais antigos do elenco, iniciaram o coro do hino alvinegro.

Embora seu nome tenha sido gritado, Jefferson não esteve na sacada de General Severiano, assim como Herrera e o técnico Joel Santana.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

CBF decide: Taça de Bolinhas será entregue ao São Paulo

Entidade reconhece título brasileiro de 87 do Sport e Fla fica sem o troféu



A polêmica terminou. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu nesta quarta-feira, em Assembleia Geral, que a Taça de Bolinhas, troféu que premiará o primeiro clube pentacampeão brasileiro, será entregue ao São Paulo.

A CBF reconhece o Sport como o campeão do Campeonato Brasileiro de 1987. Assim, o Flamengo sai da disputa pelo troféu, que será restaurado e entregue a Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF). A data da entrega da taça ainda não tem data nem local definidos.

Entenda a polêmica da Taça de Bolinhas:

A taça seria dada em definitivo ao clube que conquistasse o Brasileiro três vezes consecutivas ou cinco alternadas. Em 1987, a Copa União, o primeiro campeonato nacional organizado pelo Clube dos 13, o Flamengo foi campeão do Módulo Verde (correspondente à Primeira Divisão), e o Sport venceu o Módulo Amarelo (Série B).

O regulamento da competição previa o cruzamento entre os dois primeiros colocados de cada módulo. Porém, Flamengo e Inter (campeão e vice do módulo verde) se recusaram a disputar o quadrangular com Sport e Guarani (campeão e vice do módulo amarelo). A CBF declarou o clube de Recife campeão, decisão confirmada em maio de 1994 em uma sentença do Tribunal Regional Federal.

domingo, 11 de abril de 2010

Tribunal vai apurar torturas

Clique para Ampliar

Leandro Vasques encaminhou ao TJ documento em que pede a prisão preventiva dos acusados do crime
KID JÚNIOR

Clique para Ampliar

Ferimentos graves foram causados nas vítimas. Na foto, um dos jovens sequestrados e torturados em Iguatu
REPRODUÇÃO

11/4/2010

No processo há um pedido de prisão para os acusados e quebra de sigilo telefônico de um deputado estadual

Já está em poder do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará o processo que investiga o caso de tortura ocorrido na cidade de Iguatu (a 384Km de Fortaleza), quando cinco cidadãos, entre eles, um jornalista, foram vítimas de agressões físicas cujos acusados são funcionários da Prefeitura daquele Município, entre eles, um policial militar que, atualmente, exerce o cargo de chefe da Guarda Municipal. Os acusados tiveram prisão preventiva pedida pela Polícia Civil após a conclusão do inquérito.

Nas mãos do desembargador Luiz Gerardo de Pontes Brígido está um requerimento formulado pelos advogados das vítimas, Leandro Duarte Vasques e Holanda Segundo, para que o pedido de decretação preventiva seja acatado, assim como seja determinada a quebra de sigilo telefônico dos indiciados pela Polícia.

O caso

O fato ocorreu, segundo os autos do inquérito presidido pelo delegado-regional de Iguatu, Agenor de Freitas Queiroz; bem como pelo parecer formulado pelo promotor de Justiça Fernando Antônio Martins de Mirada, na noite de 11 de fevereiro último, quando as vítimas, identificadas como Vicente Batista de Araújo Júnior, Valdemir Fernandes Lima, Lucas de Queiroz Fernandes, Valdênio Augusto Freires e Valdeilson Augusto Freire, distribuíam panfletos que davam conta da denúncia ofertada pelo Ministério Público Federal contra o prefeito daquele Município, Agenor Neto; e seu pai, o deputado estadual José Ilo Alves Dantas. Os dois foram investigados e denunciados por fraudes contra o Seguro-Desemprego no Centro-Sul.

Os rapazes que faziam a distribuição dos panfletos acabaram sendo sequestrados e levados, inicialmente, para a delegacia de Polícia. Como não foram detidos, os acusados seguiram com as vítimas até um terreno baldio e ali praticado as torturas. "Foram arrastados pela areia, espancados, chutados, amarrados, ao passo em que os acusados lhes desferiam coronhadas e urinavam sobre seus corpos", diz o documento entregue ao Tribunal de Justiça.

Os acusados do crime foram identificados e indicados como Theogenis Martins Teixeira Florentino (advogado e chefe de gabinete da Prefeitura de Iguatu), Francisco Aldemir Alves Amorim (secretário-executivo), Cícero Santiago Alves de Lima (servidor municipal), Francisco Itaílton Neves, Juliene Bernardo da Silva, Antônio Zilmar da Silva e Francisco Assis Alves Bandeira (sargento da Polícia Militar).

Diante das provas colhidas no decorrer do inquérito policial, o delegado-regional indiciou o grupo como autor de lesões corporais, sequestro e cárcere privado e danos. O inquérito foi remetido à Justiça daquele Município, mas o juiz titular da Segunda Vara da Comarca de Iguatu, Cristiano Rabelo Leitão; acatou o parecer do promotor Fernando Antônio Martins de Mirada, e declinou da competência, remetendo os autos para o Tribunal de Justiça.

O motivo da transferência do processo para o TJ se deve ao fato de que, nas investigações surgiram indícios de que o crime pode ter tido o envolvimento do deputado estadual José Ilo. Como parlamentar, ele tem direito a ´foro privilegiado´, isto é, só pode ser processado na segunda instância da Justiça.

Em meio às cenas do fato, uma câmera instalada na porta da delegacia de Polícia de Iguatu gravou imagens em que um dos acusados, o sargento PM Bandeira, se comunica o tempo todo com alguém, através de um telefone celular, como se estivesse recebendo orientações de como proceder com os homens detidos ilegalmente e, posteriormente, levados dali para serem torturados.

Quebrar sigilo

Em parecer assinado no último dia 26, o procurador de Justiça, Benon Linhares Neto, encaminhou ao desembargador-relator seu parecer favorável à quebra do sigilo telefônico do deputado José Ilo.

O fato teve repercussão no Estado e foi oficialmente comunicado à presidência da Comissão dos Direitos Humanos e de Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado; à procuradora-geral da Justiça, Socorro Franca; ao procurador-geral do Ministério Público Federal, Roberto Monteiro Gurgel Santos; e ao presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, do Ministério da Justiça, Paulo de Tarso Vannuchi.

Alguns dos acusados tiveram prisão preventiva decretada e, depois, revogada.