quinta-feira, 17 de junho de 2010

DF: aluno de 5 anos é amarrado e amordaçado por professora

BRASÍLIA - Um menino de 5 anos, aluno da primeira série de uma escola pública de Brasília, foi amarrado e amordaçado com fita adesiva por uma professora. As informações são da GloboNews.

Segundo a polícia, o garoto teve os pés e as mãos amarrados e o corpo preso a uma cadeira. Na delegacia, a professora teria dito que perdeu a cabeça e amarrou o garoto porque ele não se comportava. Ela vai responder por maus tratos, constrangimento ilegal e vexame.

De acordo com a reportagem, o caso foi denunciado por uma servente da escola, que viu a cena e avisou a diretoria. A direção da escola então chamou o Batalhão Escolar da PM.

A professora foi afastada temporariamente.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Deputado em greve de fome: "Vou morrer em plenário"

Em greve de fome desde sexta-feira (11), o deputado Domingos Dutra (PT-MA) subiu há pouco a tribuna e, em lágrimas e portando algemas, fez um inflamado discurso contra a cúpula de seu partido – que, em decisão monocrática, retirou o apoio ao deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) na disputa ao governo do Maranhão em favor da candidata à reeleição, Roseana Sarney (PMDB). Dizendo ter perdido dois quilos e nitidamente trêmulo, Domingos disse que só sairá do plenário morto.

“Eu vou morrer aqui. Manoel, nós vamos morrer aqui!”, bradou o parlamentar maranhense, diante de cerca de 50 deputados que, em silêncio pleno, demonstravam perplexidade diante da contundência das palavras do petista. O Manuel a quem ele se referia é um dos fundadores do PT do Maranhão, Manoel da Conceição, que também está em greve de fome.

O deputado proferiu duras palavras contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que, apesar de senador pelo Amapá, mantém um clã político encabeçado pela filha Roseana. “Entregaram o PT de mãos beijadas para Roseana”, reclamou Domingos, que chegou a chamar Sarney de “praga”, “bandido” e “filho de uma égua”, recebendo aplausos do plenário.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Lula veta o fim do fator previdenciário


Anúncio foi dado pelo ministro Guido Mantega a poucas horas da estreia da seleção na Copa. Luta dos aposentados, porém, garante reajuste de 7,7%, maior que os 6,14% negociados pelas centrais sindicais com o governo



• Lula esperou até o último momento para anunciar a sua decisão sobre a MP dos aposentados aprovada pelo Congresso. Finalmente, divulgou o que faria poucas horas antes do primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do mundo. E não surpreendeu. Mantendo aquilo o que já vem fazendo em seu governo, Lula vetou o fim do fator previdenciário, medida aprovada pela Câmara e pelo Senado após diversas mobilizações dos aposentados.

O fator havia sido imposto pelo governo FHC em 1999 e tem como objetivo postergar ao máximo as aposentadorias. Ele estabelece uma conta para o cálculo das aposentadorias que leva em conta a expectativa de vida, o tempo de contribuição e a idade do assegurado, fazendo com que o trabalhador receba menos quanto mais cedo ele se aposentar. Na prática, obriga os trabalhadores a trabalharem cada vez mais, sob o risco de terem seus benefícios reduzidos.

Reajuste
Se Lula vetou o fim do fator, por outro lado, mesmo a contragosto, o presidente foi obrigado a sancionar o reajuste de 7,7%. Mesmo insuficiente, ele é maior que os 6,14% que o governo havia combinado com as centrais sindicais como CUT e Força Sindical. No Congresso, a pressão dos aposentados fez com que esse índice subisse para 7,7%, mesmo com todas as ameaças e chantagens do governo.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT), que integrou a tropa de choque contra os aposentados no Congresso, chegou a dizer que os aposentados “não tem o que reclamar”. Ele reafirmou que o índice havia sido um acordo com as centrais. “Os 6,14% foram um acordo entre as centrais e o governo federal. Não foi um número cabalístico”, disse, expondo o papel que CUT e Força Sindical cumpriram, de rebaixar o reajuste que até o governo estaria disposto a conceder.

Mesmo assim, o ministro da Fazenda Guido Mantega, afirmou que o governo vai compensar o reajuste aumentando o corte no Orçamento para além dos R$ 10 bilhões anunciados recentemente. Para isso, vai cortar mais R$ 1,6 bilhão. “O presidente Lula nos liberou para fazer os cortes necessários, que vão compensar os 7,7%”, disse Mantega.

A luta não terminou
O veto de Lula reafirma sua política para os aposentados. Só para lembrar, em 2003, logo em seu primeiro mandato, Lula impôs a reforma da Previdência no setor público. Já em 2006, vetou o reajuste de 16,6% aprovados pelo Congresso, como parte da recomposição das perdas desde o governo Collor. Agora, veta o fim do fator. Esse caso agora, expõe de forma mais clara o papel cumprido pela CUT que, além de não defender o fim do fator previdenciário, negociou um reajuste ultrarebaixado com o governo, que foi até mesmo rechaçado pelo Congresso. O índice negociado foi ainda utilizado pelo governo a toda hora para negar um reajuste maior.

A lição que fica, porém, é da força da mobilização dos aposentados. Foi a luta que desbloqueou a negociação rebaixada da CUT, impôs o fim do fator no Congresso e garantiu o reajuste de 7,7%. E, mesmo com o veto de Lula, a luta pelo fim do fator previdenciário não terminou. O Congresso pode ainda derrubar o veto. A mobilização dos aposentados agora tem que girar novamente do Planalto para o Congresso, obrigando os parlamentares a derrubarem o veto e pondo um fim em definitivo nesse famigerado fator.

domingo, 13 de junho de 2010

PT-PSDB: Diferenças ?








PT=PSDBEm 2010, o PT e o PSDB disputarão pela quinta vez consecutiva a Presidência da República. Em duas delas (1994 e 1998), o PSDB levou a melhor; nas duas seguintes (2002 e 2006), ganhou o PT. Os dois partidos perdem em tamanho para o PMDB, partido que reúne o maior número de parlamentares no Congresso e mandatos no executivo em âmbito municipal e estadual, porém, PT e PSDB, já há algum tempo polarizam a política nacional. Os demais partidos, com poucas exceções, gravitam em torno de ambos.

Em que pese à intensa e já histórica disputa que travam os ataques verbais e acusações que trocam mutuamente e permanentemente, as diferenças dos partidos, principalmente programática e de método - o jeito de se fazer política - são menores do que se pensa. A afirmação pode parecer pouco compreensível e anacrônica ainda mais às vésperas das eleições e, sobretudo, quando se ouve reiteradamente que as eleições colocarão em disputa diferentes projetos políticos.

Nos últimos anos, entretanto, mais do que projetos políticos, PT e PSDB disputam o poder. O PT quando assumiu o governo não rompeu com a política econômico-financeira do PSDB e tratou de juntar à ortodoxia econômica políticas sociais de forte incidência junto aos mais pobres; agora tampouco, o PSDB romperá com as políticas sociais do PT.

Faz algum tempo circulam análises de que PT e PSDB são estampas da matriz paulista - o "motor" do capitalismo brasileiro - e com o advento da nova ordem econômica internacional, a globalização, a representação financista (PSDB) e produtivista (PT) fizeram com que os mesmos se aproximassem programaticamente.

A partir dessa perspectiva, Fernando Henrique Cardoso (FHC) teria governado oito anos a partir dos interesses paulistas articulados aos interesses do capital financeiro internacional, e Lula a partir do capital produtivo sem, entretanto, afrontar os interesses do capital financeiro.

O governo Lula passou a ser o grande modelo de governo mundial, um governo capaz de unir o que antes era impensável: o mercado com o social. Por um lado, preservam-se os interesses da banca financeira, e por outro, atende-se os pobres com o Bolsa-Família - um vigoroso programa social que distribui renda para mais de 12 milhões de famílias brasileiras. A síntese dessa singularidade é manifesta pelo livre trânsito de Lula no Fórum Social Mundial e no Fórum Econômico Mundial. Em ambos, Lula é aplaudido.

Para além da semelhança programática, PT e PSDB se parecem cada vez mais iguais no jeito de fazer política. A ruptura prometida com a 'Velha República' e inclusive com a 'Nova República', através do surgimento do PT que arrombou a política nacional pela 'porta dos fundos' e se apresentou com a grande novidade na política brasileira não se efetivou. O PT e o governo Lula repetem os velhos métodos condenáveis da política nacional, ou seja, o clientelismo e o fisiologismo como regra justificável para se manter a governabilidade.

Se o PSDB tinha o PFL como grande aliado, o PT tem o PMDB. Ambos, PFL e PMDB em seus respectivos momentos de partilha do poder arrancam o que podem - cargos e recursos - para dar sustentação política aos "titulares" do poder. Foi o governo de coalizão que fez ressurgir no cenário nacional figuras que julgavam-se superadas como José Sarney, Jader Barbalho, Romero Jucá, Geddel Oliveira, Collor de Mello, entre outras. Tudo passou a ser justificado pela governabilidade.

Tristemente o PT foi também aos poucos sucumbindo ao centralismo, caciquismo e personalismo. A defendida tese de que os partidos é que devem ser valorizados e não as pessoas, foi sendo deixada de lado. A realidade é que o PT foi engolido por Lula. É Lula quem decide, arbitra, define. Tudo passa por ele, do presidente do partido ao candidato à sucessão presidencial.


Cesar Sanson é pesquisador do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores e doutor em sociologia pela UFPR (Universidade Federal do Paraná)

ARCO-IRIS DO SERTÃO de Quixelô começa sua jornada de apresentações dia 25/06


A Quadrilha Arco-iris do Sertão de Quixelô estreia nesse dia 25 de junho na festival Regional de Jaguaretama. Foram 03 de meses de ensaio para os festivais juninos, a quadrilha ja tem as seguintes datas agendadas 25/06 Jaguaretama, 26/06 Milhã, dia 27/06 Varzea Alegre dia 04 de julho Quixeramobim e dia 10/07 em Quixelô no segundo festival Junino SÃO JOÃO DE TODOS, um festival organizado pela Associação do Bairro COHAB I com o apoio da prefeitura municipal. Nesse ano a prefeitura Municipal através do Prefeito Gilson Oliveira tem dado total apoio ao grupo junino.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

LÚCIO CONFIRMA CANDIDATURA AO GOVERNO INDEPENDENTE DA DECISÃO DO PSDB


Por: Donizete Arruda

O ex-governador Lúcio Alcântara ultima detalhes junto ao comando nacional do PR para convocar uma entrevista coletiva para anunciar sua candidatura ao Governo do Ceará. Lúcio disse que não tem mais como recuar e por toda a sua história de sucesso político no Estado deve ao povo o direito de ter uma opção na disputa eleitoral ao Governo em outubro.

Mesmo reconhecendo o favoritismo do governador Cid Gomes na conquista de um novo mandato, Lúcio assegura que isso não o intimidará e nem será usado como pretexto para não lutar e buscar a sua vitória por acreditar ter condições de realizar o melhor projeto administrativo e político para o Estado.

A definição do PR de lançar Lúcio Alcântara candidato ao Governo do Ceará muda o cenário da disputa eleitoral no Estado. Até então, Cid Gomes era candidato único a sua reeleição. Enfrentaria apenas a candidatura de Soraya Tupinambá, do PSOL. Outros pequenos partidos como o PCB e o PSTU como também o PCO devem lançar candidatos a governador.

PSDB DECIDE ROMPER COM GOVERNADOR CID GOMES E LANÇAR CANDIDATURA PRÓPRIA


Por: Donizete Arruda

O PSDB do Ceará acaba de decidir romper com o governador Cid Gomes e lançar candidatura próprias nas eleições de outubro. A decisão foi tomada por unanimidade. O partido vai agora se reunir para definir quem será o candidato ao Governo do Estado. O nome mais cotado continua sendo do deputado estadual Marcos Cals, mas existem outras alternativas como o ex-vice-governador Maia Junior e o deputado estadual Luiz Pontes.

A decisão de romper com o Governo Cid Gomes foi tomada após três horas de reunião. A tensão dominou a maior parte do encontro. Um dos momentos mais críticos e que serviu para respaldar o rompimento do PSDB com o governador Cid Gomes foi a leitura da nota oficial do PSB de Fortaleza onde os socialistas pregavam o veto a uma aliança com o PSDB e avisavam que o partido de Cid não aceitaria um acordo para apoiar a reeleição do senador Tasso Jereissati.