quinta-feira, 8 de julho de 2010

Bruno acompanhou Eliza e presenciou agressão, segundo polícia PUBLICIDADE

O delegado Edson Moreira, da Delegacia de Homicídios de Minas Gerais, informou na manhã desta quinta-feira que o goleiro Bruno Fernandes participou do assassinato de Eliza Samudio, 25, ex-amante do jogador. Ele viu a ex-amante ser agredida, de acordo com a Polícia Civil (ouça).

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Segundo o delegado, os depoimentos do adolescente de 17 anos e de Sérgio Camelo --primos do goleiro que estavam no sítio-- mostram que Bruno presenciou a mulher com a cabeça ferida e foi até a casa em que ela foi morta em Vespasiano (MG). De acordo com as testemunhas, o goleiro era o mais tranquilo de todos. O adolescente conta que saiu com Bruno, Macarrão (amigo do goleiro), Eliza e o bebê dela, de carro, após dizerem que iriam levá-la até um apartamento em Belo Horizonte, que o goleiro teria alugado para ela. Eliza tentava provar na Justiça que Bruno era o pai do seu filho.

Mais tarde, o trio retornou para o sítio sem Eliza, apenas com uma mala da vítima, que foi queimada próximo a uma cisterna do sítio, para não deixar provas da passagem dela pelo local.

Os delegados informaram que irão pedir a prisão preventiva do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Neném, suspeito de envolvimento no desaparecimento de Eliza.

Na casa dele, em Vespasiano (MG), foi encontrado um circuito de câmeras que fazia o monitoramento externo além de uma rota de fuga. Os delegados acreditam que havia alguém na casa pouco antes da chegada dos policiais, já que a pia estava molhada e a janela estava aberta.

A casa do ex-policial foi apontada por um adolescente de 17 anos, primo do goleiro, como o local onde Eliza foi morta. Ontem, policiais realizaram buscas na residência, mas nada foi encontrado. Apesar disso, a polícia afirmou ter apreendido um carro na frente da casa, onde foi encontrado resíduos que podem ser de sangue no porta-malas.

Bruno e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, estão presos desde a noite de ontem no Rio. Os dois deixaram a Delegacia de Homicídios do Rio por volta das 13h desta quinta-feira e foram encaminhados para o Complexo de Gericinó para passar por triagem e, devem ir, em seguida, para Bangu 2.

Guarda

Em meio às investigações sobre o desaparecimento de Eliza, os pais da jovem entraram em confronto público ontem (7). Sônia de Fátima Moura, 44, mãe de Eliza, que mora em Mato Grosso do Sul, disse que vai continuar disputando a guarda do neto, que está provisoriamente com o avô, Luís Carlos Samudio, 43, que mora em Foz do Iguaçu (PR)

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