quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cartazes com a mensagem 'Diego 2014' se multiplicam pelos muros de Buenos Aires

R2


RIO - Cartazes com a mensagem "Diego 2014" se multiplicaram pelos muros de Buenos Aires nesta terça-feira, indicando o desejo do povo argentino de que Maradona permaneça como técnico da seleção para a Copa no Brasil. O presidente da Federação Argentina de Futebol, Julio Grondona, já deixou claro que a permanência "depende de Maradona, a única pessoa do país que pode fazer o que quiser".

A presidente da república, Cristina Kirchnér convidou Don Diego e os 23 jogadores a visitarem a Casa Rosada, mas o técnico não aceitou, afirmando que "não merece" a honra. Maradona estaria trancado em sua casa no subúrbio de Ezeiza, em Buenos Aires, deprimido com a derrota por 4 a 0 para Alemanha.

Mesmo com a eliminação da Copa do Mundo, Maradona saiu consagrado da competição por ter levado a Argentina a jogar um futebol ofensivo e competitivo. Após a eliminação prematura, a seleção argentina foi recebida por mais de 20 mil torcedores em Buenos Aires em sua volta ao país no domingo.

Don Diego mandou o time a campo sempre com três atacantes (Messi, Tevez e Higuain), buscando compensar na força ofensiva a fragilidade de sua defesa. Por outro lado, o campeão do mundo de 1986 foi criticado por insistir em jogadores como Otamendi e Gutierrez e por deixar de fora os experientes Zanetti e Cambiasso. Mas ainda assim o saldo de sue trabalho foi considerado positivo.

O técnico tem contrato até o fim de 2011, quando a Argentina disputará a Copa América em casa. Vários jogadores - entre eles Messi, Tevez e Di Maria - já manifestaram desejo de que o técnico continue.

E a popularidade do ex-jogador pode ser medida pelas homenagens que recebe mesmo em um momento de derrota. O deputado Juan Cabandie propôs que uma estátua seja construída em honra de Maradona, como "ícone da cultura popular argentina", colocando o gênio da bola ao lado dos heróis nacionais Juan Perón, Evita, Carlos Gardel e Juan Manuel Fangio.

Maradona chegou ao cargo de técnico em 2008 e até a Copa era muito questionado por não conseguir montar um time competitivo. A Argentina se classificou com dificuldades para a Copa da África, garantindo a vaga apenas na ultima rodada e ainda sofreu derrotas humilhantes para Bolívia (6 x 1) e Brasil (3 x 1).

Na Copa do Mundo, no entanto, a seleção entrou nos eixos, comandada pelo forte ataque com Messi, Tevez e Higuaín. A equipe venceu todos os jogos na primeira fase, passou pelo México nas oitavas de final e já era considerada uma das favoritas ao título. Mas nas quartas-de-final pegou pela frente o brilhante e surpreendente time alemão, que atropelou os hermanos com quatro gols.

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