domingo, 18 de julho de 2010

FOLHA DE SP REVELA QUE EMPRESAS DE EUNÍCIO FORAM ALVO DA POLÍCIA FEDERAL


Por: Donizete Arruda

O jornal brasileiro Folha de São Paulo publica hoje em sua edição nacional, uma ampla reportagem do jornalista Rubens Valente com o título: " Presidente 40 Eleições 2010 - Empresas de tesoureiro foram alvo da PF - Ex-ministro Eunício Oliveira foi escolhido pelo PMDB para integrar o comitê financeiro da chapa Dilma-Temer".

A matéria revela que o candidato ao Senado pelo PMDB do Ceará, Eunício Oliveira, não foi pessoalmente acusado nas investigações sobre suas empresas que foram alvo de uma apuração por parte da Polícia Federal. Segundo a Folha, o tesoureiro escolhido pelo PMDB para arrecadar recursos para a campanha de Dilma Roussef, o deputado federal Eunício Oliveira(CE), é dono de empresas que foram investigadas em operações da polícia e do Ministério Público por supostas fraudes em licitações.

Ainda de acordo com a reportagem do jornal Folha de São Paulo, uma das empresas de Eunício Oliveira, a Manchester Serviços, está proibida por decisão do juiz da 2a Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, Álvaro Luís de Ciarlini, de contratar e ter incentivos fiscais do poder público pelo prazo de cinco anos. Registre-se que essa proibição determinada cabe recurso.

A deflagração da Operação Aquarela que levou o Ministério Público a investigar a partir de 2007, irreguaridades no Governo do Distrito Federal resultou nas acusações contra a empresa Manchester Serviços. A Justiça do Distrito Federal condenou a Manchester Serviços porque teria sido beneficiada por um grupo de servidores que a contratou sem licitação. O deputado federal Eunício Oliveira não foi acusado pessoalmente nesse caso.

Eunício Oliveira é sócio das empresas Confederal - 98% das cotas no valor de R$ 7,5 milhões- e Manchester Serviços - 50% das cotas no valor de R$ 1 milhão. Na matéria publicada pela Folha de São Paulo, essas duas empresas teriam recebido R$ 422 milhões da administração direta da União nos últimos seis anos(2204 a 2010).

A sua empresa Confederal, segundo publicou o jornal Folha de São Paulo, foi investigada pela Polícia Federal na Operação Sentinela, de 2004. Nessa investigação, o gerente comercial de Brasília, sobr suspeita de integrar cartel que fraudava licitações acabou sendo preso. Esse gerente e outros suspeitos foram denunciados em 2007 pelo Ministério Público Federal por suposta improbidade administrativa, diz a reportagem do jornal paulista.

O deputado federal Eunício Oliveira rebateu por meio de sua assessoria ao jornal Folha de São Paulo, que "apenas processará eventuais doações mas não participará da arrecadação de recursos para a chapa Dilma-Temer". Esclareceu ainda que " eu não sou arrecadador de recursos, consequentemente não serei responsável por buscar recursos para campanha. Cabendo a mim apenas processar eventuais doações", disse Eunício.

Sobre as investigações em torno de suas duas empresas - Confederal e Manchester Serviços - Eunício repetiu o que disse quando do surgimento das primeiras denúncias em 2004 e em 2007. " Não exerço qualquer função à frente das empresas citadas desde 1998".

Indagado pelo jornal Folha de São Paulo sobre o conteúdo das investigações, Eunício Oliveira respondeu que " qualquer esclarecimento sobre a questão deve ser direcionado aos diretores/gerentes responsáveis pelas empresas". Na matéria da Folha de São Paulo, não há nenhuma declaração dos diretores ou gerentes das empresas acima citadas.

Eunício Oliveira também fez questão de enviar ao jornal Folha de São Paulo as cópias de certidões expedidas pela Receita Federal, pelo Tribunal Superior Eleitoral(TSE), pelo Supremo Tribunal Federal(STF) e pela Justiça Federal onde nada consta contra o deputado federal cearense.

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