sexta-feira, 9 de julho de 2010

Para juristas, Eliza ainda poderia estar viva

RIO DE JANEIRO - Se o resultado do primeiro exame de urina feita por Eliza Samudio, em outubro de 2009, para detectar substâncias abortivas, não tivesse demorado oito meses para ser divulgado – só saiu este mês – a ex-modelo não estaria morta.

É o que afirmam especialistas em direito criminal. O exame de contraprova divulgado terça-feira, apontou as substâncias abortivas piperidinona e acetil piperidina. Segundo Alexandre Dumas, mestre em Direito Penal da UFRJ, Bruno pensaria duas vezes antes de atentar contra a vida da ex-amante.

– O caso tomaria outro rumo e a Eliza não estaria morta porque o Bruno se tornaria um suspeito muito evidente ao ser acusado por tentativa de aborto – afirmou Alexandre Dumas. – Um resultado de exame de urina sai no máximo em 15 dias desde que não haja burocracia. Tanto que o da contraprova não demorou uma semana porque o caso ganhou grande proporção.

Outro jurista, que há 40 anos atua no direito criminal, mas pediu anonimato, pensa o mesmo.

– É evidente que ela não estaria morta – garante ele. – Se o resultado do primeiro exame de urina saísse há mais tempo, logo o da contraprova atestaria as substâncias abortivas, o estado e a polícia entrariam no caso e inibiriam qualquer outro ato ilícito do acusado.

A reportagem do JB tentou entrar em contato com a direção do Instituto Médico-Legal até às 21h30, mas o diretor do IML, Frank Perlini, não deu retorno.

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