quarta-feira, 14 de julho de 2010

Senado argentino vota nesta quarta-feira polêmica lei que legaliza o casamento gay

BUENOS AIRES - Um dia depois de centenas de pessoas protestarem em frente ao congresso da Argentina contra a legalização do casamento gay, o Senado argentino está votando nesta quarta-feira a proposta que autoriza a união de pessoas do mesmo sexo. O projeto de lei que inclui o matrimônio homossexual no Código Civil já foi aprovado na Câmara, e a presidente argentina, Cristina Kirchner, já disse que não vai vetá-lo. Segundo o jornal argentino "La Nacíon", a lei contaria com uma maioria favorável no Senado, mas a vantagem sobre os que se opõem à medida é pequena.
O texto também poderá sofrer mudanças, como a eliminação da palavra "matrimônio", que seria substituída por "união familiar igualitária". O "La Nación" afirma que o governo Kirchner transformou o debate nacional sobre a lei em uma briga política com a cúpula do Episcopado argentino, e espera conseguir os votos necessários para sua aprovação.
Alvo de forte oposição da Igreja Católica e de parte da população do país, a medida abriria caminho para adoção de crianças por casais homossexuais. Os manifestantes que protestaram contra a lei na terça-feira usavam como slogan a frase "as crianças têm direito a uma mãe e um pai". Na terça-feira, também houve manifestação a favor da lei. Cerca de mil pessoas se concentraram em frente ao obelisco de Buenos Aires pedindo sua aprovação.

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