terça-feira, 3 de agosto de 2010

STF abre inquérito para investigar o senador Renan Calheiros

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito para investigar o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). O pedido foi feito em 19 de julho, pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Não há informações sobre o conteúdo da denúncia, apenas que se trata de crimes praticados contra a administração em geral e tráfico de influência.

Em 22 de julho, o presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, autorizou a distribuição dos autos. O processo, de cinco volumes e 1.131 folhas, está sobresponsabilidade da ministra Cármen Lúcia.

O Terra tentou, sem sucesso, contatar a assessoria de imprensa do senador.

Em 2007, o Plenário do Senado absolveu Calheiros, por 40 votos a 35 e seis abstenções, em um processo por quebra de decoro parlamentar. Foi a primeira vez na história que um presidente do Senado teve cassação avaliada em Plenário.

A representação contra o senador foi feita pelo partido Psol, baseada em uma reportagem da revista Veja. O texto afirmava que Calheiros tinha contas pessoais, inclusive a pensão da filha com a jornalista Mônica Veloso, pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior.

Uma perícia da Polícia Federal apontou que os documentos apresentados por Calheiros, "isoladamente", não comprovam que ele tinha recursos suficientes para fazer os pagamentos. O Conselho de Ética aprovou o relatório dos senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) com uma lista de oito argumentos contra Calheiros. Depois, o pedido foi encaminhado e analisado pelo Plenário.

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