terça-feira, 21 de setembro de 2010

Heloísa diz que imunidade parlamentar e foro privilegiado são anomalias da política


Para ela, é preciso acabar com mecanismos que servem para ladrões de ambulâncias e pistoleiros travestidos de políticos praticarem crimes e ficarem impunes

Maria Salésia - sallesia@hotmail.com

Em discurso firme, a candidata ao Senado por Alagoas, Heloisa Helena (Psol) defendeu durante sabatina na terça-feira, 14, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL) o fim da imunidade parlamentar e do foro privilegiado. Para ela, são anomalias. "Duas excrescências da política", pois incentivam a violência e corrupção. Ela defendeu que políticos com mandato e que estejam sendo investigados devem ser tratados como pessoas comuns.

Sem citar nomes, a candidata disse que é preciso acabar com esse mecanismo que serve apenas para que "os ladrões de ambulâncias e os pistoleiros travestidos de políticos roubem, pratiquem crimes, fiquem impunes e ainda subam nos palanque para dançar a dança da safadeza, depois de terem massacrado e enganado o povo". E acrescentou que é inadmissível que alguém receba a confiança para representar o povo e pratique atos que vão de encontro aos interesses da sociedade, vindo a esconder-se no manto da imunidade parlamentar e do foro privilegiado.

Heloísa Helena disse ser favorável a limitação dos partidos nanicos, desde que sejam criados métodos legais para preservar os partidos ideológicos. "Tem que ver o que é partido ideológico ou não. Hoje é difícil fazer um novo partido. Já há mecanismos razoáveis, afinal são necessárias 500 mil assinaturas para criar um novo partido."

Em relação ao voto distrital, disse que ele já existe por meio dos currais eleitorais em todo o País. "A ideia do voto distrital é excelente, mas quais os mecanismos de controle? O voto distrital só é válido se garantirmos a fiscalização, se não será a legitimação dos currais".

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