quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

André Figueiredo com inelegibilidade nas mãos do juiz Cid Marconi

Juiz pediu vistas e se não reapresentar o processo amanhã perde o prazo para os efeitos.

Por: Beth Rebouças

O deputado federal André Figueiredo (PDT) está prestes a se tornar inelegível por 8 anos e ter o diploma cassado por denúncia de compra de votos, nas eleições de 2006, ajuizada pela Procuradoria Regional Eleitoral no Ceará contra ele e o assessor José Virgílio Lima Pires, quando foram apreendidas listas com benefícios doados, o que representaria compra de voto. A conclusão do julgamento, iniciado nesta terça-feira (25), depende do voto do juiz Cid Marconi, que pediu vistas.

O relator do processo, Ademar Mendes Bezerra e outros três juízes Jorge Luís Girão Barreto, Luciano Lima Rodrigues e Raimundo Nonato Silva Santos, já votaram a favor da cassação e da pena de inelegibilidade.

O procurador Regional Eleitoral, Alessander Sales, diz que nem cogita a hipótese do juiz Cid Marconi não levar o processo a julgamento, na sessão de amanhã. O voto de Cid não muda o resultado, mas pode alterar as conseqüências. Se isso acontecer, a ação “perde o objeto”. Justifica que o parlamentar ficará livre, se houver algum esquecimento, pelo fato dele não ter mais diploma, vez que o mandato de André se expira em 31 de janeiro próximo.

Segundo a PRE-CE, os documentos apreendidos, em Icó, contem na lista de benesses para eleitores: cimento, gás, passagens de ônibus, gravador de reportagem e até patrocínio na camisa dos blocos no Forricó, passando por troféus e medalhas e também por bolas de futsal, 100 Cds, entre outros itens. O parlamentar também pode ser punido com o pagamento de multa no valor de cinco mil UFIRs.

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