sábado, 26 de março de 2011

Justiça começa ouvir integrantes da Cearamor

A 1ª Vara de Delitos Sobre Uso e Tráfico de Entorpecentes da Comarca de Fortaleza realizou, na tarde desta sexta-feira, a primeira audiência do processo que investiga a participação de integrantes da torcida organizada Cearamor nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma e formação de quadrilha.
Na sessão, presidida pelo juiz Ernani Pires Paula Pessoa Júnior, foram ouvidos os acusados Jeysivan Carlos Silva dos Santos, presidente da Cearamor, e Luiz André Silva de Oliveira, funcionário da loja “Ninho do Urubu”, especializada em produtos do time.
Nova audiência já foi agendada para o dia 6 de maio, às 13h. Na ocasião, deverão ser interrogados Régis Alves Pires, vice-presidente da torcida; Alessandro Chaves Araújo, responsável pela “parte social”; Anderson Amorim Lobo, diretor de caravana, e Diego Benesson Chaves dos Santos Gomes, integrante da bateria da Cearamor.
Após a oitiva dos réus, serão tomados os depoimentos de policiais militares indicados como testemunhas de acusação pelo promotor de Justiça Francisco Braga Montenegro Neto. Em seguida, serão ouvidas as 12 testemunhas arroladas pelas defesas.
O CASO
Segundo denúncia do Ministério Público (MP) estadual, no dia 14 de agosto de 2010, um empresário teve o veículo roubado por três homens. Após o crime, ele seguiu os assaltantes em uma motocicleta e localizou o carro estacionado ao lado da sede da Cearamor, na avenida João Pessoa, em Fortaleza.
Policiais militares foram acionados e, ao chegarem ao local, encontraram o veículo já com a placa modificada, além de “grande quantidade de entorpecente, maconha, cocaína e crack, como também revólveres, muita munição de armas de múltiplos calibres, balanças de precisão, uma grande variedade de cheques, inclusive assinados em branco, um rádio de comunicação e mais outros tantos documentos”.
Os três acusados de roubar o carro do empresário foram capturados, sendo um deles menor de idade. Eles confessaram o crime e afirmaram que as armas usadas no assalto foram “cedidas” por Luiz André, preso em flagrante na sede da torcida.
Ainda de acordo com o MP, “todo o material encontrado no interior da sede da torcida organizada traduz francamente a larga traficância de entorpecente naquele logradouro”. Os integrantes da Cearamor acusados negam participação nos crimes.
(TJ-CE)

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