segunda-feira, 11 de março de 2013

Feriado do dia da abolição no Ceará ocorre no próximo 25 de março



Feriado do dia da abolição no Ceará ocorre no próximo 25 de março
A data, uma segunda-feira, antecede o feriado da Semana Santa.
Aprovado por emenda constitucional, o feriado do dia da abolição da escravidão no Ceará, ocorre no próximo 25 de março, em uma segunda-feira que antecede o feriado da Semana Santa. Criado pelo deputado estadual Lula Morais (PCdoB), a data foi aprovada em dezembro de 2011, pela Assembleia Legislativa. 
Pela primeira vez desde que foi criado, o feriado será comemorado em um dia útil - a segunda-feira anterior ao feriado da Semana Santa, em 29/3.
Comemoração do Dia da Abolição da Escravidão no Ceará
Espécie de “pai” do feriado, o deputado Lula Morais destaca a importância de relembrar a data. Para o deputado, o dia refere-se ao pioneirismo do Ceará, “província que primeiro se movimentou no sentido da abolição”.
Segundo Lula Morais, o fato de o Estado haver se tornado o primeiro a abolir a escravidão em todo o País foi “tão relevante, que José do Patrocínio citava o Ceará como Terra da Luz e berço da liberdade”. Para o deputado, é motivo de orgulho ter sido autor da emenda. “É o cumprimento de um dever, de estar no parlamento e ser autor de uma emenda na Constituição que consagra de forma definitiva a data magna do estado do Ceará”, disse.
Entretanto, historiadores cearenses criticam a instituição do feriado do dia 25 de março. Para o ex-diretor do Museu do Ceará e historiador Régis Lopes, a data “não tem importância histórica nenhuma é uma data meramente simbólica” e a aprovação de uma emenda que determina um feriado nesse dia “mostra que os deputados têm que voltar a estudar História”.
Dragão do Mar e o abolicionismo
A abolição da escravidão no Ceará aconteceu no dia 25 de março de 1884. Mesmo não tendo sido decisivo, o movimento abolicionista cearense contribuiu para a libertação. Um dos membros do movimento abolicionista foi Francisco José do Nascimento, também conhecido como Dragão do Mar por ter se recusado a transportar para os navios negreiros os escravos vendidos para o sul do País.
Foto: Unilab.
Com informações do jornal O Povo
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário