sexta-feira, 5 de abril de 2013

Dilma dá posse a histórico aliado de ACM no Ministério dos Transportes



Foto: Antônio Cruz/ABr


Segundo presidente do PSOL, indicação de César Borges revela a total perda de limite do PT na busca por tentar incorporar partidos conservadores do país na base de sustentação do governo

 
Tomou posse na manhã desta quarta-feira (03) o mais novo ministro indicado pela presidenta Dilma Rousseff. Trata-se de César Borges, que está agora à frente da pasta dos Transportes. "O César Borges consolida a participação do Partido da República (PR) na nossa coalizão de governo, o que para nós é muito importante. E o faz de forma extremamente qualificada", disse a presidente, segundo matérias publicadas na grande imprensa. De acordo com Dilma, Borges terá, a partir de agora, a “desafiadora missão” de “transformar o Brasil em um país moderno e eficiente, mais competitivo, cada vez mais justo e desenvolvido”.
 
A indicação de César Borges para o Ministério dos Transportes não deveria causar espanto, considerando a gama variada de partidos que compõem a base do governo e o fato de o PR já ter ocupado a pasta anteriormente, por meio do presidente da sigla, Alfredo Nascimento, demitido por Dilma devido a suposto envolvimento em esquema de arrecadação de propina no Ministério. Com essa indicação, Dilma segue a mesma lógica de seu antecessor, Luis Inácio Lula da Silva, que acomodou em pastas estratégicas representantes de partidos historicamente adversários do PT, mas que agora fazem parte do núcleo governista.
 
No entanto, César Borges não é um nome qualquer no cenário político baiano. Engenheiro civil e empresário, ele iniciou sua carreira política sob as asas de Antônio Carlos Magalhães, quando ainda era um quadro do extinto PFL. Foi governador da Bahia na gestão de 1998 a 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, tendo sido forte aliado nos dois mandatos do tucano como presidente da República. Somente em 2007, após a morte de ACM, é que César Borges se filiou ao PR, quando aderiu à base de apoio ao então presidente Lula. Em 2010, já foi logo agraciado com um cargo, assumindo a vice-presidência de Governo do Banco do Brasil. Agora, Dilma devolve o rico orçamento de 21 bilhões do Ministério dos Transportes ao feudo do PR.

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